Foram…

– 15 ocorrências em que as vias tiveram de ter a energia cortada nas cinco linhas do metrô de São Paulo;
– 39 acionamentos do “botão soco” (botão de emergência), sendo 25 na Linha 4-Amarela, oito na Linha 2-Verde e seis nas outras linhas;
– 9 acionamentos da alavanca de emergência nos trens da Linha 4-Amarela;
– 5 usuários retirados da plataforma por estarem em situação de risco;
– um tentou embarcar entre os carros de uma composição (não foi mencionado em qual linha);
– 9 ocorrências provocaram o corte de energia das vias por um total de 24min no sábado;
– 6 ocorrências provocaram o corte de energia das vias por um total de 20min no domingo;
– 2h de operação parcial na linha 4-Amarela.

Todos esses números são ocorrências registradas no último final de semana nas cinco linhas de metrô de São Paulo. Elas foram divulgadas pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos do Governo de São Paulo.

Com tantos números negativos, o que se discute mais nas redes sociais e em fóruns sobre mobilidade? A operação estatal vs. a operação privada do metrô.

A eterna mania de politizar todos as ocorrências só encobre o que realmente deveria ser discutido e as questões que deveriam ser respondidas: Por que aconteceu tudo isso? O número de trens ofertados no último final de semana foi maior do que o de um sábado normal ou foi o mesmo? O número de funcionários que estavam na operação era o mesmo ou houve reforço? O Metrô, a SPTrans, CPTM, Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado de São Paulo e demais órgãos se reuniram para traçar estratégias para agilizar o acesso e a saída do público aos pontos onde estariam os maiores blocos? Onde houve falhas? Linhas de ônibus especiais não poderiam auxiliar os metrôs?

É fato que boa parte das ocorrências foram causados por vândalos, gente mal-intencionada, gente que exagera na bebedeira… No entanto, providências e uma maior presença das empresas poderia ter evitado muitas delas. Agilizar o fluxo de pessoas ajuda a evitar que os aproveitadores de plantão tenham tempo de pensar em bobagens. Providências que possam previnir e agilizar o acesso e a dispersão das pessoas devem ser prioridade.

Enquanto não mantermos o foco no que realmente interessa, a operação pode ser de uma empresa estatal ou privada que continuaremos a ter os mesmos problemas… E a velha “briga” para encobrí-la.

José E. Sales

É blogueiro desde 2009, primeiramente no extinto "Linha Circular" e, agora, no "Circular Avenidas". Foi colunista da "Revista Interbuss" entre 2010 e 2015. É um apaixonado por mobilidade urbana, especialmente por ônibus. Também é estudante de jornalismo e quer se especializar na área de mobilidade urbana. Fale conosco: contato@circularavenidas.com.br .

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