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São Paulo poderá ter apenas metade da frota de ônibus circulando nesta sexta

E Prefeitura consegue liminar contra a greve dos caminhoneiros

No início da noite, a SPTrans divulgou Nota a Imprensa informando que amanhã, 25 de maio, apenas 50% da frota de ônibus da cidade pode sair para a operação. A greve dos caminhoneiros, iniciada na última segunda, 21 de maio, prejudica a entrega de combustível nas garagens nas empresas de ônibus. E, por isso, as empresas podem não conseguir manter toda a frota em operação.

Na noite de ontem, algumas empresas sairam às ruas para abastecer seus coletivos em postos de gasolina. Esse abastecimento improvisado, mais o que ainda restava nos tanques das garagens, garantiu a operação de 97% da frota no horário de pico da manhã. Já no pico da tarde, as empresas conseguiram manter 85% da frota. No entrepicos elas foram autorizadas a operar com redução de 40% da frota.

Para compensar a falta dos coletivos, a CET suspendeu novamente o rodízio de veículos nesta sexta-feira. Logo, os veículos com placas finais 9 e 0 poderão circular durante todo o dia pelo centro expandido. Além disso, o Metrô e a CPTM irão operar com frota máxima de trens durante toda a sexta.

Linhas norturnas – O plano de contingência da SPTrans desta vez inclui as linhas noturnas. Na madrugada de quinta para sexta, as linhas noturnas irão circular com os seguintes intervalos:
– linhas estruturais, que habitalmente tem intervalos de 15min: irão circular com intervalos de 30min;
– linhas locais, que habitalmente tem intervalos de 30min: irão operar com intervalos de 1h.

Liminar – Na tarde desta quinta, o juiz José Gomes Jardim Neto, da 9ª Vara da Fazenda Pública, concedeu uma liminar à Prefeitura determinando que o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado e o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região não “obstaculizem ou prejudiquem a saída, transporte ou entrega de combustível para serviços essenciais do Município de São Paulo”. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 1 milhão.

No processo, a Prefeitura informou indicando que a falta de combustível pode desencadear problemas como a paralisação de serviços essenciais como transporte público, SAMU, limpeza urbana, CET, ATENDE e transporte escolar. “Não pode um movimento de protesto – classificando-se ou não como greve – paralisar serviços essenciais ao prejudicar a entrega de combustível. Isso afeta diretamente toda a sociedade, implicando risco imediato não somente à liberdade de tráfego de pessoas e bens, mas também à segurança, saúde e, possivelmente, à vida”, escreveu o magistrado. A decisão cabe recurso.

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